A terapia fotodinâmica (TFD) ou PDT (photodynamic therapy)
é um tratamento desenvolvido na década de 70 nos
Estados Unidos para determinadas doenças da pele. Os
resultados e trabalhos científicos recém-publicados
comprovam sua eficácia e a qualificam como um importante
aliado da Dermatologia atual.
Em que consiste a terapia fotodinâmica
?
Consiste na aplicação de um produto fotossensibilizante
na pele (o ácido 5-aminolevulínico - ALA), que
mantido sob-oclusão, penetrará nas áreas
de tecido tumoral, nos folículos pilosos e nas glândulas
sebáceas.
O tecido impregnado pela medicação é exposto
a uma irradiação de uma luz concentrada e direcionada
que provoca a destruição seletiva do tecido desta
área (reação fotoquímica).
Pela sua distribuição na pele, permite o tratamento
do fotoenvelhecimento nos seus variados graus (rejuvenescimento),
lesões pré-malignas da pele (queratoses actínicas)
casos de câncer da pele (carcinoma basocelular) superficiais
e da acne inflamatória.
Como a PDT atua na acne e no
fotoenvelhecimento?
Na acne, o ALA e seus sub-produtos atuam nas glândulas
sebáceas e na bactéria responsável pela
inflamação (C. acnes) diminuindo o componente
inflamatório por um período de 1 mês, após
2 a 4 sessões semanais (ação anti-inflamatória)
e é uma alternativa quando a utilização
dos medicamentos usuais não é possível.
No rejuvenescimento, a terapia fotodinâmica (PDT) diminui
as queratoses actínicas, vasinhos dilatados (telangiectasias),
sardas e estimula a formação do novo colágeno
restaurando o tônus e a elasticidade da pele.
O que acontece após alicação?
Ocorre vermelhidão na área seguido de descamação
e eventualmente a formação de crostas que desprenderão
após 3 a 5 dias. São realizadas sessões
mensais, tantas quanto necessárias para o resultado desejado
e possível.
E o futuro?
A utilização da PDT para fins estéticos
é uma certeza. Sua simples execução e a
rápida recuperação aliadas aos excepcionais
resultados estéticos no tratamento das queratoses actínicas
e do câncer da pele, a possibilidade de retratamento,
tantas vezes quantas necessárias, o seu emprego em pacientes
transplantados ou em uso de imunossupressores e a ausência
de efeitos colaterais, farão da terapia fotodinâmica,
cada vez mais, uma alternativa importante no arsenal terapêutico
do dermatologista.